help

TÁ TUDO BEM

 


sonho #6

o mesmo de sempre: uma paisagem desconhecida, um rumo menos ainda.

aparentemente eu só precisava andar junto a trilhos de um trem para chegar ao meu destino. não conseguia, era como se a gravidade me puxasse para os lados.

busca, busca, busca. dessa vez, porém, me encontram primeiro.

eu não sei pilotar nenhum transporte em meus sonhos! engraçado é que só tenho problemas quando percebo isso.


bruta flor

tá crescendo uma planta aqui dentro. não, literalmente: tá crescendo uma planta aqui dentro do escritório. ela veio se arrastando pelas paredes da casa e entrou pela minúscula fresta da janela.

ao contrário dos girassóis, esse verdinho foge do sol e da brisa, entra em busca do tungstênio e do ar condicionado.

e isso não significa nada, porque eu cansei.


o nó da tua orelha ainda dói em mim


moema, 4 pm

why am i even alive?


espera

as horas sem resposta me ensinaram que não é a espera que agonia, é a possibilidade do fim.
demora, demora. mas não me deixa sem um ai.


urge

se eu morresse hoje, apenas uma pessoa saberia a causa e ninguém saberia que ele sabe se nem ao menos se sabe se ele existe.

eu tenho descoberto coisas. não sei se servem para muito, se ficam apenas grudadas na minha testa.

o pior mau é o inesperado, quando a gente acha que a cara não diz mau. quando os atos – mesmo os falhos – fazem, que só dizem, o bom. mania de esperar sempre.

bonzinho parece que é bom às vezes.


está faltando poesia e literatura na vida das pessoas.

digo isso menos no sentido de que ninguém mais para e lê um livro, mas no sentido de que ninguém mais para e sente.

 

 

fui ao cinema assistir “a árvore da vida”. é um filme longo, cansativo, com uma narrativa literária. é um filme que não se assiste, se sente. pode ser simplesmente uma questão de gosto, mas as pessoas se prendem demais à história. o filme não tem história, é apenas uma memória. contei umas 6 pessoas que foram embora durante a sessão. tive o infortúnio de sentar na frente de um senhor que não parava de rir, reclamar e perguntar “aonde isso vai chegar?”. tenho uma notícia para os que ainda não assistiram: não vai chegar.

 

quando as legendas apareceram, foi um constrangimento geral: alguns riram, ainda mais depois do mesmo senhor que estava perto de mim falar “graças a deus” para todo mundo ouvir.

 

ninguém entendeu. todo mundo saiu falando que “não entendeu”. as pessoas saíram da sala putas da cara por não ter entendido a história do filme, quando na verdade era para terem sentado, assistido e sentido alguma coisa. se o filme não te disse nada, aí sim. too bad, meu caro.


é físico

a cada pensar em te ver

descubro uma nova terminação nervosa em mim


sp

essa cidade pede o excesso moderado


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.