está faltando poesia e literatura na vida das pessoas.
digo isso menos no sentido de que ninguém mais para e lê um livro, mas no sentido de que ninguém mais para e sente.
fui ao cinema assistir “a árvore da vida”. é um filme longo, cansativo, com uma narrativa literária. é um filme que não se assiste, se sente. pode ser simplesmente uma questão de gosto, mas as pessoas se prendem demais à história. o filme não tem história, é apenas uma memória. contei umas 6 pessoas que foram embora durante a sessão. tive o infortúnio de sentar na frente de um senhor que não parava de rir, reclamar e perguntar “aonde isso vai chegar?”. tenho uma notícia para os que ainda não assistiram: não vai chegar.
quando as legendas apareceram, foi um constrangimento geral: alguns riram, ainda mais depois do mesmo senhor que estava perto de mim falar “graças a deus” para todo mundo ouvir.
ninguém entendeu. todo mundo saiu falando que “não entendeu”. as pessoas saíram da sala putas da cara por não ter entendido a história do filme, quando na verdade era para terem sentado, assistido e sentido alguma coisa. se o filme não te disse nada, aí sim. too bad, meu caro.


